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artigos : economia e política  
Em janeiro, o Governo Federal anunciou seu novo plano econômico, o PAC - Pacote de Aceleração do Crescimento que pretende favorecer positivamente diversos setores da economia. Para o setor da Construção Civil, as medidas divulgadas representam uma expectativa enorme de expansão.

O segmento de varejo de material de construção fechou o ano de 2006 com alta de 5,5% sobre 2005, o que corresponde a um faturamento de R$ 36,39 bilhões, graças a fatores como a diminuição dos juros e o aumento da oferta de crédito. Para 2007, graças ao PAC, estimamos um crescimento de 10% em relação a 2006.

O setor de cimento registrou crescimento recorde no ano passado. Também notamos a abertura nas bolsas de valores para a construção civil e um conseqüente aumento de capital, que superou os R$ 10 bilhões de investimento nas construtoras. Com o PAC tudo isso deve inevitavelmente aumentar ainda mais.

O governo parece ter escutado o bramido daqueles que produzem e trabalham. Neste sentido, a UNC - União Nacional da Construção Civil, que representa 140 entidades do setor e da qual a Anamaco faz parte - empreendeu esforços em termos de mobilização política e reivindicatória, e também na elaboração e encaminhamento ao Governo Federal de laboriosas pesquisas mostrando alternativas para alavancar o crescimento do país. Em dezembro último, o setor apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de desenvolvimento para, com base nos investimentos na Construção Civil e infra-estrutura, assumir o compromisso de contribuir com 2,4% dos 5% que o Brasil quer crescer nos próximos 4 anos.

No entanto, apesar dos bons projetos do Governo Federal e de todas as medidas tomadas para incentivar a cadeia produtiva da Construção, esse passo ainda é muito pequeno frente a um déficit habitacional de 8 milhões de moradias, que pode chegar a 16 milhões se levarmos em conta a qualidade das residências brasileiras. Sabemos que será um trabalho de formiguinha, mas o governo está muito disposto a atuar em parceria com o setor empresarial. Notamos esta boa vontade no espaço dado a nós pelo ministro Furlan e sua equipe. Soubemos nos organizar, trabalhamos muito, fizemos propostas concretas para o Brasil crescer e fomos bem recebidos pelo governo. Estamos contribuindo e fazendo nossa parte. Outros setores deveriam fazer o mesmo. Não existem barreiras entre empresas privadas e governo, não existe "nós" e "eles"; o que existe é o Brasil. Devemos trabalhar juntos para construir um país mais justo e igualitário.

* Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Autor: cláudio elias conz *
Fonte: superobra.com

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